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Willys ’41 in Flames!

22/11/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Dicas de Customização

Reestreando a categoria de Dicas de Customização, nesta longa postagem vamos acompanhar o processo de customização de um Hot Wheels – Willys ’41, desde a abertura da miniatura, pintura, detalhamento e fechamento. Essa bela miniatura da HW me chamou a atenção e tão logo foi lançada, pensei em colocar alguns Flames para deixá-la ainda mais invocada!

Customização:


Abrindo a miniatura:
Para garantir a integridade das peças que formam a miniatura, usamos brocas para retirar o rebite que une as partes. Iniciamos com uma broca mais fina, 1 a 1,5mm por exemplo (1), para fazer um furo guia e posteriormente receber um parafuso para fechar a miniatura. Depois, usamos uma broca de 3 a 5mm (2) para escarear a borda do rebite e consequentemente soltar as peças.




Removendo a tinta:
Eu costumo usar Removedor de Tintas Pastoso. Produto muito forte! Muito cuidado nessa etapa! Leia atentamente as recomendações do fabricante. Esse removedor serve apenas para as peças de metal, não tente retirar a tinta de peças plásticas, pois pode deformá-las.


Após a retirada da tinta, é necessário trabalhar o metal retirando as rebarbas (indicações na foto) do molde com uma lima ou lixa para metal. Se necessário, após o lixamento pode-se adicionar massa (Putty-Modelismo ou Plástica-Automotiva) para nivelamento e acabamento.



Preparando para Pintura:
Após lixamento e preparo para pintura, lave muito bem a miniatura com detergente ou desengordurante e deixe secar. Essa limpeza é essencial para a aderência das camadas de Primer e Tinta e um bom acabamento. É imprescindível a aplicação de Primers também para garantir aderência das tintas que serão aplicadas a seguir. Nesta etapa usei apenas o Primer Cinza Automotivo. Num outro tutorial irei tratar de vários Primers que auxiliam na aderência da tinta ao ZAMAC (Metal usado na confecção das miniaturas).



Pintura:
Utilizo tintas automotivas, primeiro pelo baixo custo comparada às de modelismo e segundo, a durabilidade, mas isso é assunto para um outro post!
Aplicado o Primer e após sua cura, miniatura pronta para receber as camadas de tinta! Neste caso vamos iniciar com uma camada de Amarelo que fará contraste com o Alaranjado.



Para fazer o degradê que precisamos para os Flames, aplique o Alaranjado da seguinte forma: Com o aerógrafo apontado para a traseira da miniatura, controlando a saída de tinta de modo a pulverizá-la de forma bem leve na frente da miniatura e mais uniforme para a traseira, como na imagem abaixo.


Para criarmos os Flames vamos precisar mascarar o degradê Amarelo/Alaranjado. Espere curar bem as tintas aplicadas para então mascarar, senão, quando for retirar a máscara a tinta virá junto e assim perderá todo o trabalho.
Para esta miniatura fiz um desenho em Corel Draw e imprimi em Papel Etiqueta*. O mais trabalhoso é cortar, algo que necessita de um estilete tipo bisturi e alguma habilidade.
*Não é o mais indicado, pois não dá um acabamento perfeito, a melhor opção são as Mascaras para Pintura da Tamiya!



Máscara aplicada…

…hora da tinta de cobertura, nesse caso, Preto Fosco!


Retirando a máscara:
Essa etapa é crucial! Se a miniatura foi bem preparada para a pintura e as tintas aderiram bem a superfície, a máscara sairá perfeitamente e apresentará um belo trabalho. Caso contrário, prepare-se para refazer toda a pintura! Um dos segredos é retirá-la com muita calma e cuidado, devagar, avaliando cada passo. Ainda assim, dependeremos da preparação para a pintura!
Após a retirada da máscara, se precisar fazer algum retoque, que seja feito na parte preta, pois se for no Amarelo/Laranja, perderá o efeito de degradê.

Acabamento:
Particularmente não gosto da base da miniatura cromada, então, para preservar apenas o cromado da grade frontal, mascarei essa parte e passei o Preto Fosco em toda a base.



Pinturas secas, hora de concluir. Para detalhar a grade e o Scoop, passei uma mistura de Tinta Guache Preta + Cola Branca (uso Escolar) + Detergente + Água. Assim que essa mistura seca, é só passar uma flanela ou algodão para tirar o excesso, ficando somente as ranhuras em Preto! Para maior autenticidade da miniatura, foi usado tinta Prata para detalhar os faróis e Prata com Vermelho para as Lanternas Traseiras.


Concluído todos esses detalhes, hora de fechar a miniatura e curtir o trabalho realizado!




Em breve outras Dicas de Customização serão postadas, aguardem!

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O Começo de Tudo!

08/11/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Matérias

No final de 2003, comprei alguns Hot Wheels para presentar meu (então pequeno) cunhado. Os carrinhos me fizeram lembrar dos poucos Matchbox que tive na infância e não demorou muito para voltar à loja de brinquedos e comprar os meus.

Desde menino sou muito ligado aos carros antigos e para começar a coleção procurei logo clássicos de décadas anteriores a 1980, adquirindo um Plymouth 440 Roadrunner 1968 e um Mercury Cougar 1968. Passei uns dois anos comprando apenas Hot Wheels e Matchbox, mas sem o mesmo foco inicial. Estava como um juntador, com exceção dos concepts da Hot Wheels, comprava quase todas as miniaturas que eram lançadas. Em 2005, ganhei do meu pai uma miniatura que me impressionou muito pelo acabamento, um Chrysler C300 1955 da Johnny Lightning. Como essa marca é voltada para colecionadores, passei a procurá-la com mais frequência, o que me levou a tomar a decisão de voltar ao tema original e nortear a coleção aliando maior qualidade.

Iniciei uma grande transição, vendendo ou trocando os mais de quatrocentos Hot Wheels e Matchbox por miniaturas da Johnny Lightning. Atualmente a coleção é formada por essa marca e mais Greenlight, 100% Hot Wheels, Auto Art e Revell, todos 1/64. Há algum tempo, incorporei os clássicos Hot Rods e Muscle Cars na escala 1/43 e 1/18.

O próximo passo é aumentar o tamanho dos carros da coleção, passando ao ronco de um legítimo V8 que deixa o dono cheirando a gasolina.

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Muscle Cars

08/11/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Matérias

A História através das miniaturas!

Na década de 60, jovens consumidores ansiosos por ousadia e velocidade, já cansados dos grandes carros de passeio cobertos de cromados, exigiam um novo conceito em automóvel. Em 1964 quando os engenheiros da Pontiac, Bill Collins e John DeLorean colocaram no conservador Pontiac Tempest o maior motor V8 disponível da marca (um 389 pol³), grades lisas, falsas entradas de ar e o batizaram de GTO, deram início a história dessas lendas sobre rodas.

A ideia logo foi seguida por outros fabricantes e a concorrência gerou clássicos que se eternizaram nas pistas e nas ruas, bólidos como Ford Mustang, Chevy Chevelle, Dodge Charger e Plymouth Cuda faziam frente ao Pontiac GTO. Depois do sucesso repentino, no início da década seguinte as novas regras de emissão de poluentes, o alto consumo de combustível por conta dos motores possantes e a crise do petróleo, interrompe momentaneamente a produção desses automóveis.

Eles voltariam às ruas no começo da década de 80 e graças ao desenvolvimento tecnológico, hoje temos várias releituras dessa “era dourada”. Mas apesar de econômicos, menos poluentes e bem superiores quanto à dirigibilidade e segurança, seus antecessores ainda movimentam os sonhos de muitos admiradores, mesmo aqueles que não viveram naquela época, sentem-se tomados pela potência de um motor com 8 cilindros em V. Por esse fascínio é o tema que mais tem investimentos em minha coleção.

Compõe a imagem: Pontiac GTO ’64 (Johnny Lightning – 1/64), Ford Mustang Fastback ’65 (Johnny Lightning – 1/64), Chevy Camaro Yenko ’68 (Johnny Lightning – 1/64), Plymouth Barracuda ’70 (Greenlight – 1/64) [Imagem: Nizaor Junior]

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Hot & Rat Rods

23/10/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Matérias

A História através das miniaturas!
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O termo Hot Rod é usado para os carros que jovens americanos customizavam na década de 40 e 50. Após a II Guerra Mundial a indústria retomava a fabricação de veículos, mas os modelos eram praticamente os mesmos de 1942, quando houve a interrupção na produção. Como os jovens não tinham dinheiro para comprar um modelo novo, começaram a montar e modificar carros da década de 20 e 30.

Esses carros originalmente eram equipados com motores de 4 cilindros e chegavam no máximo a 80 km/h (aproximadamente), mas modificações elevavam o desempenho, dobrando a velocidade final. De forma amadora, melhoravam a aerodinâmica dos carros fazendo mudanças na carroceria, ao retirar algumas partes para deixá-la mais leve, rebaixando o teto e quando possível, substituíam a mecânica pela potente V8.

Hoje esse mercado movimenta milhões de dólares, empresas especializadas na fabricação de peças e acessórios contribuem à invasão crescente de Hot Rods. Nos E.U.A, associações e federações dão apoio e organizam movimentados encontros de colecionadores, onde é possível admirar trabalhos de renomados designers como Chip Foose, Boyd Coddington entre outros. Esse estilo é seguido por uma legião de fãs em todo o mundo, no Brasil não é diferente, já são feitos Hot Rods por aqui que não devem em nada aos americanos.

RAT ROD´s: a história desse estilo se confunde com a dos Hot Rods. Assim como existem várias definições para o termo, há quem defenda que Rat é o verdadeiro Hot Rod e o Custom é o Hot mais refinado. O que se vê na prática é que os carros desse estilo parecem com um Hot inacabado ou construído simplesmente para dirigir, sem nenhuma preocupação com luxo e perfumaria. Pinturas foscas, desgastadas e ainda a ferrugem figuram no visual desses carros.

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Um pequeno sonho

23/10/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Customs

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Em 2005, ao comprar a Revista Hot Rods®* me deparei pela primeira vez com um Rat Rod. No primeiro momento achei um carro muito estranho, sem luxo ou caprichos.

Aos poucos comecei a me identificar com o gênero. Percebi que era um carro feito para curtir sua essência, o som e a potência do motor, puro e simplesmente o carro. Sem modernos DVD’s, sistemas eletrônicos complexos, apenas a explosão do combustível e a troca de marchas a movê-lo.

O carro apresentado na matéria foi elaborado pela Gas Monkey Garage a partir de um Ford A 1931, trata-se do ’31 BULLRUN.

O que era apenas uma admiração, tornou-se um sonho de consumo.

O projeto Rat Rod Duet:

Como montar um custom desses ainda não é palpável, em 2007 iniciei um projeto procurando materializar tal sonho a partir de uma miniatura em escala 1/64. Vi a possibilidade de fazer um carro parecido com o que um dia vou montar, em 1/1, claro!

O ponto de partida foi um Hot Wheels Midnight Otto, que tem a mesma estrutura de um Ford 1931 semelhante a do ’31 BULLRUN. Foram vários meses de trabalho em busca de outras miniaturas que pudessem fornecer peças ou fabricando artesanalmente várias outras. Em maio (2009) acelerei a conclusão para participar do 1º Concurso de Customização MM incrementando o projeto com uma Ford F-100 e uma carretinha.

Ford F-100: Pintura fosca (Primer) imitando envelhecimento por ferrugem. Rebaixado teto (aprox. 1mm), alisada a frente substituindo o para-choques. Rebaixada e com substituição da base por uma confeccionada em PVC, incluindo detalhes de partes mecânicas. Rodas da Johnny Lightning. Decoração da caçamba com madeira Balsa e inclusão de engate na traseira.

Ford 31: Pintura fosca imitando desgaste, ferrugem e sujeira. Várias partes confeccionadas artesanalmente em PVC (base, chassis, caixa de câmbio, radiador, entre outros) e utilizado partes de outras 5 miniaturas (faróis dianteiros, grade frontal, motor, escapamentos, bocal de abastecimento de combustível, bancos, volante e outras). Detalhamento de partes do motor como cabos de vela, mangueira de água e do sistema de direção e amortecimento traseiro e dianteiro.

*Revista Hot Rods: ANO 1| nº 11 (http://www.revistahotrods.com.br/index.asp)

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Estamos voltando!

22/10/2016 by JotaErre|Sem Comentários|Arquivado em Da Redação

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Depois de ficar off-line por algum tempo, o blog JR Diecast ressurge! Por falta de tempo para atualizar optei por tirá-lo do ar, com isso, acabei perdendo todo o material postado pois não fiz back-up do Banco de Dados do antigo servidor. Sendo assim, terei que refazer todas as postagens.
Continuo com o tempo bem restrito, ainda mais que minha coleção ganhou um herdeiro e, entre os meus turnos e minhas paneladas de cerveja tenho dedicado meu tempo ao pequeno.
A ideia é recolocar o material sobre customizações e também atualizar o que compõe minha coleção. Será um processo lento, mas as matérias irão ressurgindo. Tentarei manter o blog ativo!

Abraço
Jota Erre

 

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